As relações interpessoais em classes “difíceis” e “não difíceis” do ensino fundamental II

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As relações interpessoais em classes “difíceis” e “não difíceis” do ensino fundamental II

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Title: As relações interpessoais em classes “difíceis” e “não difíceis” do ensino fundamental II
Author: Ramos, Adriana de; Pileggi, Telma Vinha
Abstract: Éste es un estudio exploratorio y descriptivo, basado en la teoría constructivista, con el fin de caracterizar aulas consideradas "difíciles" y "no difíciles", en el que se identifican factores comunes y/o divergentes en la organización de estos factores e investiga el entorno socio-moral, en lo que respecta al trabajo con el conocimiento, las relaciones interpersonales, las reglas y los conflictos sociales. La muestra estaba compuesta por dos aulas "difíciles" y dos "no difíciles" de dos escuelas de Secundaria. Los participantes fueron estudiantes y sus equipos docentes. Los datos se recopilaron de tres maneras: entrevistas con estudiantes y miembros del personal; observaciones semanales y recopilación de materiales. El análisis cualitativo indicó que en todas las aulas encuestadas se apreciaban excesivamente las reglas convencionales, muchas sin sentido, sin espacios para la discusión o el establecimiento de estándares, que generalmente fueron impuestos por la autoridad con el objetivo de evitar conflictos, y el incumplimiento fue asociado con sanciones expiatorias. Los conflictos fueron vistos como negativos y evitaron ser contenidos. Las clases no tenían sentido, siempre se mantenían iguales, favoreciendo situaciones de indisciplina. En las clases "difíciles", el diálogo fue irrespetuoso y hostil entre ambas partes: tanto los maestros como los estudiantes mantuvieron una relación de confrontación constante, hubo numerosas situaciones incivilizadas. Los maestros reconocieron la dificultad de lidiar con las clases. Los estudiantes se resistieron más a obedecer las reglas y las recomendaciones de los maestros, y también más preguntas. En las aulas "no difíciles", hubo mayor obediencia y sumisión, el diálogo fue menos irrespetuoso, los estudiantes se sometieron a más reglas impuestas, tratando de cumplir con las expectativas de los maestros. La relación entre pares también influyó en el tipo de cada aula, así como en el rendimiento académico de los estudiantes. Se espera que genere preguntas que puedan servir como un desafío para un cambio en el pensamiento de los educadores, que buscan un entorno socio-moral más cooperativo y crítico.This is a descriptive, exploratory study based on constructivist theory, in order to characterize classes considered “difficult” and “not difficult”, identifying common and/or divergent in organizing these factors and investigate the sociomoral environment, as regards to work with the knowledge, interpersonal relationships, rules and social conflicts. The sample was composed of two “difficult” classes and two “not difficult” two schools of Secondary School. Participants were students and their teaching teams. The data were collected in three ways: interviews with students and staff members; weekly observations and collecting materials. Qualitative analysis indicated that in all classes surveyed had an excessive appreciation of the conventional rules, many meaningless, with no spaces for discussion or establishment of standards, which were usually imposed by authority aiming to prevent conflicts occur, and noncompliance was associated with expiatory penalties. Conflicts were seen as negative, and avoided being contained. Classes were meaningless, always held equal, favoring situations of indiscipline. In the “difficult” classes dialogue was disrespectful and hostile by both parties: both teachers and students maintained a relationship of constant confrontation, there were numerous situations incivilities. Teachers recognized the difficulty in dealing with the classes. Students resisted more to obey the rules and guidance of teachers, and also more questioning. In the “not difficult” classes had greater obedience and submission, the dialogue was less disrespectful, students were undergoing more rules imposed, trying to meet the expectations of the teachers. The relationship between peers also influenced the type of each class room as well as the academic performance of students. Expected to trigger questions that can serve as a challenge to a change in the thinking of educators, seeking a more cooperative and critical sociomoral environment.Trata-se de um estudo descritivo, de caráter exploratório, fundamentado na teoria construtivista, objetivando caracterizar classes consideradas “difíceis” e “não difíceis”, identificando fatores comuns e/ou divergentes na organização destas e investigar o ambiente sociomoral, no que se refere ao trabalho com o conhecimento, as relações interpessoais, as regras e os conflitos sociais. A amostra foi composta por duas classes “difíceis” e duas “não difíceis” de duas escolas do Ensino Fundamental II. Os participantes foram estudantes e respectivas equipes pedagógicas. Os dados foram coletados de três formas: entrevistas com alunos e integrantes da equipe; observações semanais e coleta de materiais A análise qualitativa indicou que em todas as classes investigadas havia uma valorização excessiva das regras convencionais, muitas sem significado, não havendo espaços para a discussão ou criação das normas, que normalmente eram impostas pela autoridade objetivando impedir que os conflitos ocorressem, sendo que seu descumprimento estava associado às sanções expiatórias. Os conflitos eram vistos como negativos, sendo evitados e contidos. As aulas eram desprovidas de significado, organizadas sempre iguais, favorecendo situações de indisciplina. Nas classes “difíceis” o diálogo era desrespeitoso e hostil por ambas as partes: tanto professores como os alunos mantinham uma relação de enfrentamento constante, havia inúmeras situações de incivilidades. Os professores reconheciam a dificuldade em lidar com as turmas. Os alunos resistiam mais à obedecer as regras e às orientações dos professores, sendo também mais questionadores. Nas classes “não difíceis” havia maior obediência e submissão, o diálogo era menos desrespeitoso, os alunos se submetiam mais às regras impostas, tentando corresponder às expectativas dos docentes. A relação entre pares também influenciou no ambiente de cada tipo de classe, assim como o desempenho acadêmico dos alunos. Espera-se desencadear questionamentos que possam servir de desafio, para uma mudança no pensamento dos educadores, visando um ambiente sociomoral mais cooperativo e crítico.
URI: http://hdl.handle.net/10662/10348
Date: 2014


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