O "Livro Branco" de João de Melo e o fetichismo da mercadoria

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O "Livro Branco" de João de Melo e o fetichismo da mercadoria

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Title: O "Livro Branco" de João de Melo e o fetichismo da mercadoria
Author: Soares, Marcelo Pacheco
Abstract: En el siglo XX, lo fantástico representa la función de problematizar la realidad, ya que su producción es eficiente para revelar lo que es absurdo en el mimético real. Así, esta estética literaria dirige la mirada del lector a una vida cotidiana que, como de costumbre, a menudo se ignora. Este género, entonces, provoca un cambio de paradigma en la experiencia del hombre-lector contemporáneo, que no entiende el mundo como una función de su absorción por parte de un agente que impide la producción de cuestionamientos. En este artículo, analizamos el cuento portugués "O Solar dos Mágicos" (1987) de João de Melo, en el que el fantástico problematiza el vaciamiento semántico de la sociedad moderna, un síntoma más evidente del fenómeno que Marx había diagnosticado hace un siglo como el fetichismo de la mercancía.In the twentieth century, the fantastic presents the function of problematizing reality, since its production is efficient in revealing what is absurd in the real mimetic. Thus, this literary aesthetic directs the reader's gaze to an everyday life that, as usual, is often ignored. This genre, then, provokes a paradigm shift in the experience of the contemporary reader-man, who does not understand the world as a function of its absorption by a quotidian that prevents the production of questioning. In this article, we analyze the Portuguese tale “O Solar dos Mágicos” (1987) by João de Melo, in which the fantastic problematizes the semantic emptying of modern society, a more evident symptom of the phenomenon that Marx had diagnosed a century ago as commodity fetishism.No século XX, o fantástico apresenta a função de problematizar a realidade, já que sua produção é eficiente em revelar o que há de absurdo no real mimético. Assim, tal estética literária direciona o olhar do leitor a um cotidiano que, por ser habitual, ele frequentemente ignora. Esse gênero, então, provoca uma mudança de paradigma na vivência do homem-leitor contemporâneo, que não compreende o mundo em função de sua absorção por um cotidiano que coíbe a produção de questionamentos. Nesse artigo, analisamos o conto português “O Solar dos Mágicos” (1987), de João de Melo, em que o fantástico problematiza o esvaziamento semântico da sociedade hodierna, sintoma mais evidente do fenômeno que Marx diagnosticara um século antes como fetichismo da mercadoria.
URI: http://hdl.handle.net/10662/8703
Date: 2018


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